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“Hoje, durante a caminhada, encontrei na bicicleta se masturbando e me falou coisas horrorosas […] mostrou suas partes íntimas e falou muita indecência”. Esse é um dos relatos das dezenas de mulheres que denunciam a frequente ocorrência de um homem que comete o ato nas ruas do conjunto Augusto Franco, no bairro Farolândia, em Aracaju.

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O caso veio à tona através das redes sociais. De forma sigilosa, as vítimas contam detalhes da importunação sexual.

Relato de uma das vítimas |reprodução @melhordafarolandia

Segundo a página que recebe as denúncias, o caso acontece há quatro anos, mas ultimamente voltou a ser exposto. “Já tem é tempo que vem pessoas relatando, desde que iniciei a página, há quase quatro anos, mas recentemente foram duas com a diferença de quatro dias”, conta André Fontes, gerenciador do Instagram ‘o melhor da farolândia’.

Na publicação, outras mulheres aparecem relatando que viveram o mesmo episódio. Normalmente, o “tarado da bike” fica próximo ao canal quatro e ao canal cinco, é descrito como: “pele morena, bigode, cerca de 45 anos de idade e fica com uma mochila nas costas”.

O ato é crime e se enquadra na lei 13.718, que foi sancionada em 2018, e é conhecida como a lei da importunação sexual. De acordo com o texto, trata-se de “praticar contra alguém e sem a sua anuência ato libidinoso com o objetivo de satisfazer a própria lascívia ou a de terceiro”. Neste tipo de crime, não é preciso que exista uma relação prévia entre vítima e agressor, diferentemente do crime de assédio sexual.

Apesar da repercussão, o Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV) afirma que não há boletim de ocorrência prestado na delegacia. O DAGV ficou de verificar se alguma denúncia foi feita através do 181.

Por A8SE