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Uma moradora de Recife gerou polêmica nas redes sociais nessa quarta-feira (23) ao compartilhar uma “estratégia” para não usar máscara no interior de estabelecimentos comerciais. Em vídeo publicado no Instagram, Nathasha Borges insinua que simulou ser autista para não precisar usar o acessório de proteção contra a Covid-19.

Em vídeo publicado no Instagram, Nathasha Borges cita condição de saúde que pode permitir dispensa do uso da máscara (Reprodução/@nathashaborges/Instagram)

“Vim na reunião aqui no RioMar e aí eu fiquei sem máscara o tempo inteiro. Teve uma hora que o homem veio me perguntar – aquele segurança do carrinho – ‘Moça, dá pra colocar a máscara?’, aí eu disse ‘não porque eu sou autista’”, conta ela, enquanto caminha no estacionamento.

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Na sequência, Nathasha diz que também foi a uma loja de roupas sem a proteção e voltou a ser abordada. “Depois eu fui na C&A e o segurança fez a mesma coisa: ‘moça, a máscara’ e eu disse ‘sou autista, posso não!’, acrescenta, entre risadas.

O vídeo logo gerou polêmica e recebeu dezenas de críticas. “Sem noção. Como pode se achar esperta se passando por uma pessoa com deficiência. É muita luta que nós mães de autistas temos que enfrentar. Ainda se deparar com isso”, escreveu uma pessoa nos comentários. Veja:

‘Melhor ser autista do que cachorro’

Nesta quinta-feira (24), Nathasha voltou ao Instagram para comentar a polêmica e se defender das acusações. Na visão dela, faltou “interpretação” a quem está criticando sua atitude.

“Eu não fui preconceituosa. É que a lei proíbe o uso desse tipo de EPI para pessoas com espectro autista. Vou colocar o link aqui pra você dar uma olhadinha. Estuda antes de falar besteira, ô sem noção”, disse ela, a uma pessoa identificada como “Sarita”.

Na sequência, ela ainda estimula que as pessoas procurem saber mais sobre o argumento para não usar o que ela chama de “focinheira”. “Deixa de ser anta, tu tá praticamente escrava do estado, ô debiloide. Eita povo chato e burro. Dá uma estudadinha nessa lei, diga que você é autista e pare de usar essa focinheira, porque é melhor tu ser autista do que ser cachorro”, acrescenta ela.

O BHAZ tentou entrar em contato com a autora do vídeo, porém sem sucesso.

Por Larissa Reis – Portal BHZ