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Um homem de 41 anos, morador de Belo Horizonte, é a primeira pessoa a morrer após contrair varíola dos macacos no Brasil. Inicialmente, veículos de imprensa noticiaram que a vítima era de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, informação corrigida pelas autoridades de saúde da capital e de Minas Gerais.

Homem estava internado no hospital Eduardo de Menezes (Arquivo pessoal + Reprodução/Google Street View)

De acordo com o Ministério da Saúde, o homem já tratava outras doenças, incluindo um câncer, o que teria ocasionado o agravamento do quadro de saúde. Ele estava internado no hospital Eduardo de Menezes, na região do Barreiro, e sofreu um choque séptico, agravado pela varíola dos macacos.

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Ainda segundo o Ministério da Saúde, “a causa do óbito foi o choque séptico”. O paciente morreu nessa quinta-feira (28), conforme informações da SES-MG (Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais).

No final desta manhã, foi noticiado que a morte teria sido registrada em Uberlândia. Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Saúde esclareceu que a cidade não tem, até o momento, nenhuma notificação de caso suspeito ou óbito pela doença.

Casos em Minas

Ao todo, Minas Gerais registra 44 casos confirmados de varíola dos macacos. Outros 82 casos foram descartados, 130 estão em investigação e dois foram classificados como “provável”.

De acordo com a SES-MG, até o momento, todos os casos confirmados são de pacientes sexo masculino, com idades entre 22 e 48 anos, em boas condições clínicas.

“Em todas as situações, os contactantes estão sendo monitorados. Somente o município de Belo Horizonte apresenta transmissão comunitária”, esclarece a pasta. Na capital mineira, são 32 casos confirmados, 69 suspeitos e dois prováveis.

O que é a varíola dos macacos?

A Fhemig (Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais) divulgou, no início de junho, um protocolo emergencial com dados informativos sobre a varíola dos macacos. O documento fornece orientações aos profissionais de saúde acerca dos principais sintomas, além de prevenção da doença (acesse aqui).

A transmissão do vírus ocorre principalmente por meio de gotículas – partículas respiratórias que exigem contato pessoal prolongado – ou por contato com lesões na pele. Uma pessoa também pode contrair a doença caso entre em contato com fluidos corporais de alguém infectado, ou ainda objetos recentemente contaminados pelos fluidos.

O período de incubação gira entre seis e 13 dias, mas pode variar de cinco a 21. Em relação à persistência do vírus em superfícies, há poucas evidências. Existem suspeitas de que a transmissão sexual possa ser outra via, mas a Fhemig destaca que não existem fatos que comprovem isso.

Principais sintomas da varíola dos macacos

Os sintomas iniciais da varíola dos macacos incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, linfonodos inchados (íngua), calafrios e exaustão. Lesões na pele se desenvolvem primeiramente no rosto e depois se espalham para outras partes do corpo, incluindo os genitais. As lesões na pele parecem as da catapora até formarem uma crosta, que depois cai.

Vale dizer que pessoas com comorbidades, como imunossupressão, estão sujeitas a quadros mais graves da doença. As lesões na pele podem gerar dores, ulceração e infecção bacteriana secundária, segundo o texto. Outras complicações podem incluir broncopneumonia, ceratite e ulceração da córnea, sepse, encefalite e até mesmo a morte.

Tratamento para varíola dos macacos

Conforme o documento, não existem tratamentos específicos para a infecção pelo vírus. Os sintomas desaparecem naturalmente, mas a doença pode exigir cuidados clínicos sintomáticos ou de suporte para prevenir ou controlar complicações.

A Fhemig define como caso suspeito a “pessoa de qualquer idade, em país não endêmico para varíola dos macacos, que apresente erupção cutânea aguda inexplicável e que apresente um ou mais dos seguintes sinais ou sintomas, desde 15 de março de 2022: dor nas costas, astenia, cefaleia, início súbito de febre (>38,5 ºC), linfadenopatia”, entre outros.

O período de isolamento se inicia com o aparecimento dos sintomas e se estende até
quando as crostas das lesões desaparecem. A orientação é cuidar da erupção deixando-a secar e cobrindo-a com um curativo úmido. Além disso, é importante evitar tocar em feridas, na boca ou nos olhos.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) emitiu uma nota, no mês passado, reforçando a importância das medidas “não farmacológicas” como forma de combater a nova varíola de macaco. Por causa do aumento de casos, a agência reforçou a importância de medidas como distanciamento físico, uso de máscaras de proteção e higienização frequente das mãos, em aeroportos e aeronaves.

Fonte: Bhaz