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O exército russo invadiu a Ucrânia na madrugada desta quinta-feira (24). Pouco depois de anunciar que o país do Leste europeu havia decidido realizar uma operação militar especial no território ucraniano, explosões foram relatadas em diversos pontos do país. Até o momento, mais de 40 soldados ucranianos morreram e outros vários estão feridos. As informações são do The New York Times.

Explosão na cidade de Kharkiv, na Ucrânia (Reprodução/GloboNews)

De acordo com o Ministério do Interior da Ucrânia, as tropas russas desembarcaram na cidade de Odessa, no Sul do país. Dmytro Kuleba, ministro das Relações Exteriores, definiu a invasão como sendo “de larga escala” e disse que seu país se defenderia, enquanto apelava ao resto dos países para conter Vladimir Putin.

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Ucrânia introduz lei marcial

A Rússia segue atacando diversos pontos do país, sendo a capital Kiev apenas um dos alvos. O presidente do país invasor disse às forças ucranianas que deponham as armas e voltem para casa, mas ao que tudo indica a Ucrânia não deve recuar. É o que afirma Volodymyr Zelensky, líder ucraniano.

Por meio de comunicado, o presidente pediu calma aos cidadãos da Ucrânia. “Caros cidadãos ucranianos, esta manhã o presidente Putin anunciou uma operação militar especial em Donbas. A Rússia realizou ataques contra nossa infraestrutura militar e nossos guardas de fronteira”, começou.

“Ouviram-se explosões em muitas cidades da Ucrânia. Estamos introduzindo a lei marcial em todo o território do nosso país”, declarou em suas redes sociais. Isso significa que as autoridades militares tomarão conta da administração, na tentativa de conter os avanços de Putin.

‘O mundo está conosco’

Através de publicação no Twitter, Zelensky também revelou que já conversou com Joe Biden, presidente dos Estados Unidos, e que os estadunidenses já começaram a unir o apoio internacional. A França também apoia os ucranianos.

Ele disse ainda que o governo levantará sanções aos cidadãos que estejam prontos para defender o país “como parte da defesa territorial com armas na mão”, afirmando que o movimento russo foi traiçoeiro e comparando a decisão de Putin.

Em outro post, o presidente ucraniano disse que, a partir de hoje, os dois países estão em lados diferentes da história mundial. Complementando, ressaltou que a Ucrânia está se defendendo contra as investidas e “não desistirá de sua liberdade”.

Rússia bombardeia Ucrânia

De acordo com a CNN, a Rússia já invadiu ao menos 16 regiões da Ucrânia. Autoridades locais informaram que dezenas de pessoas já morreram, e seis aviões russos teriam sido destruídos. Na capital ucraniana, Kiev, moradores tentam deixar a região, com desespero em relação ao futuro.

Antes de atacar o país rival, Putin justificou a decisão afirmando que seu governo não poderia “tolerar ameaças da Ucrânia”. Em discurso que assustou muitos telespectadores, declarou também que “quem quer que tente interferir conosco, e ainda mais para criar ameaças ao nosso país, ao nosso povo, deve saber que a resposta da Rússia será imediata e o levará a consequências como você nunca experimentou em sua história”.

Uma série de mísseis atingiu o território ucraniano próximo à capital, bem como há uso de artilharia de longo alcance contra a cidade de Kharkiv, perto da fronteira russa. O presidente Volodymyr Zelensky anunciou que tentou ligar para Putin nessa quarta-feira (23), mas sem sucesso.