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Sergipe enfrenta uma superlotação de enfermarias e leitos de UTI infantil. A informação foi confirmada, nesta terça-feira (17), pela Sociedade Sergipana de Pediatria, que diz que a situação é crítica.

Estetoscópio médico — Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Segundo o levantamento, na rede pública, enfermarias estão com 150% de ocupação e UTI com leitos lotados. No Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) sete crianças estão entediadas na área vermelha, à espera de leitos de terapia intensiva. Desde o fim do ano passado as unidades enfrentam problemas como plantão restrito e fila de espera por leitos de UTI. O cenário se agrava em períodos de grande demanda, com alta circulação de vírus respiratórios.

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“Hoje nós temos 17 leitos de terapia intensiva infantil na rede SUS, quando a necessidade de acordo com a população menor de 12 anos é em torno de 30 a 35, então a gente tem uma defasagem de leitos de UTI. Estamos vivendo essa sazonalidade, que é uma situação esperada todo ano, não é uma novidade. A gente já tem uma restrição de leito e agora que a gente tem uma demanda muito maior, a situação é muito difícil”, explicou a presidente da Sociedade Sergipana de Pediatria, Ana Jovina.

Ainda segundo ela, a situação poderia ter sido evitada. “No mês de janeiro a gente encaminhou um ofício para os gestores solicitando a organização da rede de saúde infantil , o planejamento, para que a gente não sofresse o que está sofrendo. Nossas crianças estão morrendo, os nossos pediatras estão exaustos, esgotados física e mentalmente porque não têm para onde mandar as crianças que estão graves. É uma tragédia anunciada”.

O diretor de Vigilância em Saúde do estado, Marco Aurélio Góes, reconheceu o problema. “A gente tem um déficit crônico dessa necessidade de leitos pediátricos. Durante esses anos pandêmicos a gente fez uma grande ampliação dos leitos de UTI adulto e não foi tanto visualizado a necessidade, nesse período, da ampliação de leitos pediátricos, já que a Covid não atingiu tanto o público pediátrico, agora, voltando à sazonalidade das infecções respiratórias, a gente começa a ter esse déficit”.

Fonte: G1 SE