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Nesta quarta-feira (18), líderes religiosos da União dos Ministros Evangélicos de Sergipe participaram de uma reunião em apoio e solidariedade à Igreja Presbiteriana Família Renovada. A instituição foi acusada de homofobia no culto dominical após suspender o batismo de um candidato gay com relação conjugal homoafetiva.

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Em entrevista exclusiva à TV Atalaia, a esposa do pastor presidente, Claudia Andrade, disse que a igreja possui princípios que não podem ser lesados, no entanto, o crime não foi praticado.

“Somos uma família que abraça, acolhe e sempre está de portas abertas para receber. Não tem na nossa placa, nem no time de recepção, um script para receber pessoas, apenas acolhemos”, afirma.

Segundo relatos da suposta vítima, ele alega que passou seis semanas realizando um curso preparatório para participar da cerimônia, mas acabou sendo impedido, retirado do salão principal e levado para uma sala reservada com dois representantes da liderança da igreja no momento da celebração, mesmo a igreja sabendo da sua orientação sexual, bem como o relacionamento em questão. A igreja, por sua vez, contestou a versão baseada na ficha de inscrição do candidato, o qual teria colocado o próprio estado civil como solteiro.

“Durante o curso, temos um encontro chamado ‘Nova Vida em Cristo’, onde tratamos sobre a sexualidade. E não é intencionalmente falado apenas sobre um tipo, e sim o que a palavra de Deus nos traz como princípio e valor sobre ela. Essa aula, inclusive, aborda que ao longo da história da vida de qualquer ser-humano, por várias contingências, podemos ter a nossa sexualidade atingida e Jesus vem para trazer possibilidades, seja de mudanças ou reencontros consigo mesmo. Neste ciclo, algumas pessoas preenchem a ficha como solteiras, casadas ou informam que não oficializaram o casamento e esse candidato preencheu como solteiro, então não teríamos como conversar de uma forma mais intencional antes”, explica.

A reunião de apoio foi realizada na sede da instituição, localizada no Bairro Inácio Barbosa, em Aracaju, reunindo pastores e lideranças de diversas denominações evangélicas do estado, os quais também se manifestaram contra o casamento gay. O Pastor Antônio, integrante da Frente Parlamentar Evangélica, relata que a condução foi feita da forma mais correta, diante dos princípios inegociáveis constituídos da igreja. “Entre um constrangimento e a quebra de um princípio, jamais poderemos escolher a segunda opção”, ressalta.

O caso está sendo investigado pelo Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis, onde as partes foram ouvidas. Uma das provas que a assessoria jurídica da igreja deve apresentar no inquérito é um vídeo de momentos da cerimônia. O material pretende mostrar, ainda, a conversa entre a suposta vítima e pastores da igreja na íntegra.

“Não podemos construir narrativas que não são baseadas na realidade. Temos imagens e documentos para tomar as medidas contra qualquer tipo de intimidação”, constata o advogado de defesa, Uziel Santana.

Fonte: A8SE.com