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Coreia do Norte afirma ter testado um míssil hipersônico, nesta quarta-feira (5), o segundo suposto teste dessa arma durante o regime de Kim Jong Un.

Pessoas assistem a TV na Estação Ferroviária de Seul, mostrando imagem de arquivo de lançamento de míssil norte-coreano, em 5 de janeiro de 2022 em Seul, na Coreia do Sul. Foto: Chung Sung-Jun/Getty Images

Se as afirmações feitas pela mídia estatal da Coreia do Norte forem verdadeiras, e em algum momento o país ser capaz de implantar uma arma hipersônica, isso poderá ter profundas implicações para a situação de segurança na Ásia.

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Mas depois de a Coreia do Norte afirmar ter feito o primeiro teste hipersônico em setembro, e do segundo nesta semana, os analistas estão cautelosos.

“Um míssil hipersônico que pode derrotar sistemas avançados de defesa antimísseis vira o jogo caso uma ogiva nuclear for acoplada a ele”, Drew Thompson, ex-funcionário do Departamento de Defesa dos Estados Unidos e pesquisador sênior visitante da Escola de Políticas Públicas Lee Kuan Yew, da Universidade Nacional de Cingapura, disse após o teste de setembro.

Mas ele advertiu: “esse é um enorme ‘se’. Ter e querer não são a mesma coisa”.

Depois do teste de quarta-feira, Cheong Seong-chang, diretor do Centro de Estudos Norte-Coreanos do Instituto Sejong, um think tank sul-coreano privado, disse que mais tempo e refinamentos serão necessários antes que Pyongyang possa usar uma arma hipersônica.

“A Coreia do Norte precisará de pelo menos mais dois ou três lançamentos de teste no futuro para concluir seu míssil hipersônico”, disse ele.

Brad Lendon Yoonjung Seo da CNN em Hong Kong